Nesta terça-feira (30) o rapper Emicida lançou o clipe da música "Boa Esperança". Com uma musica repleta de criticas,e muito bem engajada,o clipe reflete um pouco sobre a realidade da negritude brasileira,e a luta de classes no país.
Contando com a presença dos atores Domenica e Jorge Dias,filhos do rapper Mano Brown,enquanto Emicida aparece como o porteiro da casa luxuosa, a mãe do musico,Dona Jacira,a top Michelli Provensi,e duas moradoras da ocupação Mauá,Divina Cunha e Raquel Guimarãs Dutra. O curta gira em torno de um grupo de empregados domésticos de uma mansão,que de sofrem vário tipos de humilhações,se revoltam contra os seus patrões,e iniciam uma revolução.
Boa Esperança apresenta vários tipos de humilhações,como por exemplo a de assédio moral e sexual. Após ser assediada pelo patrão,uma das empregadas é humilhada pela patroa, o que foi a gota d'agua e fez com que iniciasse a rebelião dos empregados. O exemplo de assédio,e logo após a humilhação da patroa,me fez lembrar de cara do que as escravas passavam antigamente,o que,acredito eu,tenha sido mesmo a intenção. Como a própria letra da musica já diz "Favela ainda é senzala,jão/Bomba relógio prestes a estourar".
O clipe mostra também o empregado conquistando a namorada de um dos patrões,o que gerou uma certa polemica em cima disso. Não foi um "prêmio",e sim uma demonstração de que independente da cor e classe social,somos todos iguais,e não é porque a pessoa se orgulha de ser negra,que ela luta por essa causa,que ela não pode namorar uma pessoa da mesma cor. E além disso,não é porque a pessoa é branca que ela não pode ser a favor da causa. Estamos lutando pra sermos vistos como iguais.
Veja o clipe e leia a letra da música. Reflita um pouco !
Pra sua guerra vão nem se lixar
Esse é o xis da questão
Já viu eles chorar pela cor do orixá?
E os camburão o que são?
Negreiros a retraficar
Favela ainda é senzala jão
Bomba relógio prestes a estourar
Aí
O tempero do mar foi lágrima de preto
Papo reto, como esqueletos, de outro dialeto
Só desafeto, vida de inseto, imundo
Indenização? Fama de vagabundo
Nação sem teto, Angola, keto, congo, soweto
A cor de etoo, maioria nos gueto
Monstro sequestro, capta três, rapta
Violência se adapta, um dia ela volta pu cêis
Tipo campos de concentração, prantos em vão
Quis vida digna, estigma, indignação
O trabalho liberta, ou não
Com essa frase quase que os nazi, varre os judeu? extinção
Depressão no convés
Há quanto tempo nóiz se fode e tem que rir depois
Pique jack-ass, mistério tipo lago ness, sério és
Tema da faculdade em que não pode por os pés
Vocês sabem, eu sei
Que até bin laden é made in usa
Tempo doido onde a KK, veste obey (é quente memo)
Pode olhar num falei?
Nessa equação, chata, policia mata? Plow!
Médico salva? Não! Por que? Cor de ladrão
Desacato invenção, maldosa intenção
Cabulosa inversão, jornal distorção
Meu sangue na mão dos radical cristão
Transcendental questão, não choca opinião
Silêncio e cara no chão, conhece?
Perseguição se esquece? Tanta agressão enlouquece
Vence o Datena, com luto e audiência
Cura baixa escolaridade com auto de resistência
Pois na era cyber, ceis vai ler
Os livro que roubou nosso passado igual alzheimer, e vai ver
Que eu faço igual burkina faso
Nóiz quer ser dono do circo
Cansamos da vida de palhaço
É tipo moisés e os hebreus, pés no breu
Onde o inimigo é quem decide quando ofendeu
(cê é loco meu)
No veneno igual água e sódio
Vai vendo sem custódio
Aguarde cenas no próximo episódio
Cês diz que nosso pau é grande
Espera até ver nosso ódio
Por mais que você corra irmão
Pra sua guerra vão nem se lixar
Esse é o xis da questão
Já viu eles chorar pela cor do orixá?
E os camburão o que são?
Negreiros a retraficar
Favela ainda é senzala jão
Bomba relógio prestes a estourar
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